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A Diversão Garantida.com vem pra dar continuidade a história do Cogumelomoon. Web Radio com 4 canais de stream 24h, a Diversão passeia pelos estilos mas variados mais sempre com a preocupação de tocar música de qualidade. Muito Rock 'n' Roll, Música Brasileira, Pop Rock, Jazz, Soul, Blues, Reggae, enfim, tudo pra deixar vc na boa. Escolha um dos canais e manda ver !!!!
Cogumelomoon Miscelânea
Este Blog, tem o propósito de resgatar a música maravilhosa de artistas que fizeram a cabeça de uma geração, levando assim, a quem possa interessar, o prazer de relembrar, ou conhecer o que rolou na época !!!
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The Gilbertos

Banda solo de Thomas Pappon, guitarrista do Fellini. The Gilbertos surgiu como banda em 1992 quando Thomas deixou o Brasil e o Fellini para trabalhar na Europa. Gravou dezenas de músicas sozinho em seu porta-estúdio. Algumas destas músicas viraram o 1º disco lançado em 1999 depois de Thomas conhecer a gravadora carioca midsummer madness, que organizou um show do Fellini em 1998. "Os Eurosambas 1992 - 1998" compila músicas desta primeira fase européia solo de Thomas, traz uma parceira dele como seu então ex-parceiro Cadão Volpato, alguns baking vocals de sua esposa Karla e uma versão para "Polly" de Gene Clark. Até hoje, "Os Eurosambas" é um dos discos mais vendidos do midsummer madness. Entre 2002 e 2003, Thomas voltou a se dedicar ao The Gilbertos, que em 2004 lança "Deite-se Ao Meu Lado", o segundo disco. Com 10 músicas, também lançado pelo midsummer madness, "Deite-se..." traz 9 músicas em português e apenas 1 em inglês, ao contrário do CD anterior que trazia composições inclusive em francês. Neste 2º disco, há a participação de Sean O'Haggan (da banda inglesa High Llamas) tocando banjo na música "Dia D".



Funziona Senza Vapore

O Funziona Senza Vapore teve uma carreira meteórica. Não durou o ano inteiro de 1992. Três de seus integrantes vieram do Fellini, grupo paulistano que gravou quatro discos entre 1984 e 1990. Cadão Volpato (voz e violão), Jair Marcos (guitarra e voz) e Ricardo Salvagni (baixo e ritmos eletrônicos) uniram-se a Stela Campos (teclados e voz). O disco inédito teve sua master perdida. Circulava apenas em algumas cópias domésticas em cassete, que Stela levou para Recife e apresentou para Chico Science, que fez uma cover de "Criança de domingo" no álbum "Afrociberdelia". Em 2001, a master foi encontrada e a Outros Discos lançou este trabalho histórico pela primeira vez em 2002.



Fellini

Grupo paulistano de rock que começou em 1984 com sonoridade pós-punk e letras enigmáticas. A postura irônica ficou evidente no seu primeiro lançamento, o LP “O Adeus de Fellini” (1985), editado pelo selo independente Baratos Afins. Parte de uma cena de rock de vanguarda paulistana da metade dos anos 80 (ao lado de bandas como Akira S & As Garotas Que Erraram, Voluntários da Pátria e Mercenárias), o Fellini apostou na aproximação entre a melancolia do samba e a do rock em seu segundo LP, “Fellini Só Vive Duas Vezes” (1986), gravado apenas por Cadão Volpato (voz) e Thomas Pappon (instrumentos diversos), num estúdio caseiro. A banda ainda gravaria os discos “Três Lugares Diferentes” (87) e “Amor Louco” (89) antes de encerrar suas atividades. Cadão seguiria com o grupo Funziona Senza Vapore e Thomas, mais tarde, radicado em Londres, montaria com a esposa a dupla The Gilbertos, que lançou o disco “Os Eurosambas 1992-1998”. Influência sobre artistas do pop nacional como Chico Science, o Fellini se reuniria brevemente para alguns shows no fim da década de 90. O grupo era composto por: Cadão Volpato, voz; Thomas Pappon, baixo, bateria e piano; Jayr Marcos e Minho K, guitarra e violão; Ricardo Salvagni, baixo.



Yahoo (Repost com álbum de 1994)


Surgida no final dos 80’s a banda Yahoo foi uma invenção do multifacetado guitarrista Robertido de Recife que com ela gravou dois álbuns e largou a empreitada. O grupo continuou e lançou mais dois álbuns até encerrarem as atividades no início da década de 90. Em 2006 voltaram com o lançamento do álbum “Versões”, que como o nome diz é só de versões. Seu maior sucesso foi a balada “Mordida de Amor”, uma versão de Love Bites do Def Leppard que foi tema da novela Bebê a Bordo.
Formação : Zé Henrique - Voz e Baixo / Robertinho De Recife - Guitarra e Violão / Marcello Azevedo - Teclados e Guitarra / Marcelo Faria - Bateria. Depois do segundo álbum saiu Robertinho De Recife e entraram Serginho Knust – Violão e Guitarra e Val Martino - Teclados.
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Ritchie (Repost com Álbum de 1990)

Nascido na Inglaterra, morou em vários países, por ser filho de militar. Em 1972 conhece em Londres um grupo de brasileiros, inclusive alguns integrantes dos Mutantes, que o convencem a vir para o Brasil. A princípio fixa-se em São Paulo, mas em 1973 muda-se para o Rio de Janeiro, onde passa a dar aulas de inglês para músicos como Paulo Moura, Egberto Gismonti e Gal Costa. Participa de várias bandas como flautista e vocalista durante dois anos até começar a atuar como cantor no grupo Vímana, ao lado de Lobão, Lulu Santos, Luiz Simas e Fernando Gama, e gravam um compacto. Em seguida a banda se desfaz, e praticamente todos os seus integrantes partem para carreiras solos. Em 1983 Ritchie atinge grande sucesso com seu primeiro LP, "Vôo de Coração". Mais de um milhão de cópias vendidas com seus hits "Menina Veneno", "A Vida Tem Dessas Coisas", "Pelo Interfone" e "Vôo de Coração", que o levam a uma turnê nacional. Depois de ter se tornado um ídolo pop, Ritchie não conseguiu repetir a façanha, gravando mais discos e fazendo participações, mas nunca mais com o mesmo sucesso. Atualmente trabalha na produção de home pages e shows de seu último disco, além das festas anos 80's.


Obs.: Coletânea

Sexo Explícito

Banda mineira, aliás, uma das melhores bandas underground dos anos 80. Letras bem bacanas e um som original. Composta por Roger Betonera na batera, Rubinho Troll no vocal, Mario no baixo e John (Pato Fu) na guitarra. Lançaram dois álbuns: "Combustível Para O Fogo" em 1989 e "O Disco Dos Mistérios Ou 3 Diabos E Ou Sexplícito Visita O Sítio Do Pica-Pau Amarelo Ou Tributo A H. Romeu Pinto" em 1991, ambos pelo selo Eldorado. Encerram as atividades na seqüência.

Estamos procurando a capa deste álbum.

Segredo de Estado

Banda paulista formada por: Cyro Telles/ Voz e teclado; Felipe Freire/ Guitarra e Vocal; Vinícius Sá/ Baixo. Este álbum foi gravado em 1991 e lançado em 1992, pela “Discos Voadores” e tem produção do próprio Segredo de Estado e Renato Luiz. Destaque pra cover de “Vila do Sossego” com participação do próprio Zé Ramalho. Outra curiosidade, é que o Cd foi fabricado no Canadá.



Maria Angélica Não Mora Mais Aqui

Maria Angélica Não Mora Mais Aqui foi uma banda paulistana formada na metade dos anos 80, formada inicialmente por Fernando Naporano (voz), Victor Leite (bateria), Lu Stopa (baixo) Victor Bock (guitarra) e Carlos Nishimya (guitarra). A banda se enquadra na linha regressiva do rock surgida em 1986 na Inglaterra com bandas como Primitives e Mighty Lemon Drops que se inspiravam nas bandas de garagem dos anos 60 e 70. Fez relativo sucesso na cena underground e tem mais dois trabalhos: Full Moon Depression (EP) e Stroboscopic Cherries ambos de 1991.



Eduardo Dusek

Começou a carreira artística como pianista de peças de teatro aos 15 anos, quando estudava na Escola Nacional de Música. Mais tarde passou a compor suas próprias músicas e montou uma banda, que acabou apadrinhada por Gilberto Gil. A partir de 1978 já tinha algumas composições gravadas por nomes de peso da MPB, como As Frenéticas (o samba "Vesúvio"), Ney Matogrosso (o fox "Seu tipo") e Maria Alcina (o frevo "Folia no Matagal", dois anos depois regravada por Ney Matogrosso) - todas em parceria com Luiz Carlos Góes. Suas composições buscavam aliar sátira e bom humor. Em 1980 participou do festival MPB Shell da TV Globo com a debochada música "Nostradamus", que não se classificou mas ficou conhecida pelo público. Por essa época gravou o primeiro LP, "Olhar Brasileiro". Mas o estouro realmente viria em 1982, quando ele flertou com o ainda insipiente pop/rock, no LP "Cantando no Banheiro!, com "Barrados no Baile" (com Luiz Carlos Góes), "Cabelos Negros" (Com Luiz Antonio de Cássio) e "Rock da Cachorra" (Leo Jaime). Dois anos depois, notabilizou-se com o LP "Brega-chique", cuja faixa-título, mais conhecida como "Doméstica", fazia uma sátira social, bem no clima do teatro besteirol da época. Em 86, lançou "Dusek na sua", com "Aventura". Em 1989 voltou à cena com o musical "Loja de Horrores", em que atuava no papel de dentista. Nos anos 90, afastado da mídia, atuou como diretor de shows e, no final da década, voltou a apresentar alguns trabalhos como humorista e cantor, um deles sobre Carmen Miranda.

Rádio Táxi

O ano de 1981 foi marcado pelo início do movimento das bandas de pop rock no Brasil. A primeira banda a surgir nesse novo cenário musical foi o Radio Taxi. O grupo já estava junto há algum tempo, como integrante da banda que acompanhava a cantora Rita Lee, grande incentivadora desse novo projeto.A banda era formada por músicos que já tinham uma história sólida no rock nacional. Lee Marcucci, baixista, foi um dos integrantes do “Tutti Frutti” e co-autor de músicas como “Jardins da Babilônia” e “Miss Brasil 2000”. Wander Taffo, guitarrista, já era reconhecido por seu estilo próprio de tocar guitarra, com solos que deixavam a platéia atônita em shows do “Made in Brazil”, “Joelho de Porco”, “Gang 90”, “Secos e Molhados” e por todas as bandas pelas quais passou. Gel Fernandes, baterista, iniciou sua carreira cedo, juntamente com Taffo, e logo mostrou seu talento como baterista de bandas como Os Incríveis, Memphis e Sunday. Willie de Oliveira, cantor, também fez parte do “Tutti Frutti”.O primeiro disco da banda foi “Rádio Táxi”, lançado em 1982 que, além de “Garota Dourada”, trazia o sucesso “Coisas de Casal”, presente da madrinha Rita Lee, e “Dentro do Coração (Põe Devagar)”. Em 1983 lançaram o álbum “Rádio Táxi 2”, que consagrou definitivamente a banda como uma das maiores do pop rock nacional da época. A música “Com o Rádio Ligado” estava em todas as emissoras do País, sucesso que foi seguido por “Sanduíche de Coração”, tema de abertura da novela “Pão Pão, Beijo Beijo”, da TV Globo. Depois lançaram vários álbuns, mas nunca mais alcançaram o mesmo sucesso.

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Walter Franco

Walter Rosciano Franco nasceu em São Paulo SP em 06 de Janeiro de 1945. Filho do radialista e escritor Cid Franco, estreou como participante de festivais universitários, quando era aluno da Escola de Arte Dramática, de São Paulo. Nessa escola, compôs músicas para as peças Caminho que fazem Darro e Genil até o mar, de Renata Pallottini, A caixa de areia, de Edward Albee, As bacantes, de Ésquilo, entre outras. Foi o autor do tema da novela Hospital, da TV Tupi, gravada em compacto simples pela Philips em 1971, com arranjos do maestro Luís Arruda Pais e participação vocal de Silvia Maria. Participou do I, II e III Festivais Universitários, da TV Tupi paulistana, no primeiro com a musica Não se queima um sonho, defendida por Geraldo Vandré; no segundo com Sol de vidro (com Eneida), classificada em terceiro lugar, e no terceiro com duas musicas, Animal sentimental e Pátio dos loucos. Em 1972 obteve prêmio especial com Cabeça, no VII FIC, da TV Globo, Rio de Janeiro RJ. Seu primeiro LP foi lançado pela Continental em 1973; dois anos depois, colocou sua musica Muito tudo em terceiro lugar, no Festival Abertura, da TV Globo, de São Paulo. Em 1979 participou do Festival da TV Tupi com Canalha. Em 1982 participou do MPB Shell com Serra do luar. Em 1984, sua musica Seja feita a vontade do povo ganhou destaque durante o Movimento Diretas Já. Excursionou pelo Brasil em 1997, com o show Não violência, que incluiu as inéditas Quem puxa aos seus não degenera, uma balada pacifista; Na ponta da língua; É natureza criando a natureza; Sargento Pimenta, uma homenagem a John Lennon; Nasça, em parceria com Arnaldo Antunes; e Totem, a partir de um poema de José Carlos Costa Neto. Em 2001 lançou Tutano.

Sylvinho

O cantor Sylvio Luiz do Rêgo Júnior, ficou famoso nos anos 80 como líder da banda Absyntho, freqüente nas rádios com a música "Ursinho Blau Blau". Depois que a banda foi desfeita em 1987, Sylvinho gravou um único álbum “Topete” em 1988, mas não emplacou na carreira-solo. Desde então, sobrevive de sua agência de publicidade. Adotou o nome do urso de pelúcia e voltou à ativa nos anos 90 como Sylvinho Blau Blau, gravou um novo álbum, Animal Faminto e posou nu (sic) para uma revista feminina, além de virar evangélico. O novo disco trás baladas dos anos 80 e uma regravação de Ursinho Blau Blau. "Não havia um CD com a música, só um compacto", diz. Composta por um ex-integrante do Absyntho, Sérgio Diamante, a música originalmente falava da busca por um lugar longe da confusão das cidades. Mas a BMG Ariola, a gravadora do grupo, quis uma letra mais escrachada. "Deu certo e embarcamos no escracho".



Sempre Livre

Grupo pop formado por Dulce Quental (voz), Márcia (guitarra), Lelete (teclados), Flávia Cavaca (baixo) e Lúcia Lopes (bateria) na cidade do Rio de Janeiro em meados dos anos de 1980. O nome do grupo se referia a uma famosa marca de absorventes femininos. Em 1984, assinou com a RCA Victor, lançando o primeiro disco. Produzido por Ruban, o mesmo produtor do grupo As Frenéticas, teve como maior sucesso a faixa "Eu sou free", parceria dele com Patrícia Travassos. No ano seguinte, Dulce Quental deixou o grupo para seguir carreira solo, sendo substituída por Tônia Shubert. Em 1986, o grupo lançou seu último disco, o EP “Sempre Livre” também pela RCA Victor que não repetiu o mesmo sucesso do LP anterior. Logo em seguida, o grupo se dissolveu.Em 1991 o grupo voltou somente com Lúcia Lopes da formação original e mais Loiuse Rabello, Flávia Araújo e Denise Mastrangelo e lançaram o LP Vícios de Cidade.



Que Fim Levou Robin?

Grupo de techno-pop formado por Mauro Borges (voz) e Renato Lopes (bases e samplers) na cidade do Rio de Janeiro em 1990, sendo considerado por muitos como um dos primeiros grupos de estilo techno do Brasil. Ainda no mesmo ano, lançou o seu único LP "Aqui não tem chanel", pela Warner. Marcado pelo bom humor de letras de músicas como "Que fim levou Robin?", sugerindo que o parceiro de Batman teria se mudado para o Brasil e se tornado 'go-go boy', e "Tia", em homenagem às 'drag queens', o disco fez relativo sucesso nas pistas de dança. Um de seus integrantes, Borges trabalhou como DJ da festa itinerante "Disco Fever" e Lopes, foi um dos DJs mais conceituados do gênero techno/house do Brasil.



Nouvelle Cuisine

Conjunto paulista que começou a aparecer na mídia em 1987, com o nome Nouvelle Cuisine, fazendo shows em casas de espetáculo no Rio e em São Paulo. Seus componentes na época eram Guga Stroeter (vibrafone e bateria), Flávio Mancini Jr. (contrabaixo), Carlos Fernando (voz), Luca Reale (piano e clarineta) e Maurício Tagliari (guitarra). No repertório, versões em formato "jazz acústico" de standards dos anos 30 a 50, de autores como Duke Ellington, George e Ira Gershwin, Rodgers & Hart, Charles Mingus, Tom Waits e outros conquistaram a crítica. Em 1988 veio o primeiro disco, "Nouvelle Cuisine", incluindo "My Funny Valentine", "Embreceable You" e outros. Três anos depois, "Slow Food", produzido por Oscar Castro-Neves, trouxe como novidade composições brasileiras, de Caymmi e Djavan, bem como "Luzes", que Caetano Veloso compôs para o grupo, e ainda uma participação de Gal Costa. O disco seguinte, "Novelhonovo" (já sem Flávio Mancini), foi quase 100% brasileiro, incluindo Ismael Silva, Dona Ivone Lara, Chico Buarque e Gil. Apenas "Stormy Weather" lembrava a época dos standards. O quarto disco, "Freebossa — Confessional" (sem o vocalista Carlos Fernando, que gravou em 94 o solo "Qualquer Canção", só com músicas de Chico Buarque, pela Dubas), apresenta a banda com o nome reduzido para apenas Nouvelle, e repertório eclético, que vai de Dorival Caymmi e Edu Lobo a Duke Ellington e Django Reinhardt.



Sérgio Vid

Sérgio Vid começou cantando na Legião Estrangeira,banda de Celso Blues Boy, em 77. Mas foi como o lendário vocalista mascarado do grupo carioca Sangue da Cidade, em 81, que Vid ficou conhecido. Pelo menos sua voz. A banda estorou em 83 com o compacto "Brilhar a Minha Estrela" - música que se tornou um clássico do Rock Brasil, mas nunca chegou a gravar um LP com Vid nos vocais. No final de 83, ele saiu da banda e nesse mesmo ano, gravou um compacto a frente do Doce Veneno. No ano seguite, integrou o 6L6 e o Bixo da Seda. Formou então o Sangue Azul que viria a gravar em 86 um maxi single com as faixas "Criança Inconseqüente" e "Rio de Janeura" que se manteve ativa na programação da Fluminense FM durante oito anos direto.
Continuou se apresentando e de vez em quando ia no estúdio e gravava alguma coisa. Um desses registros foi parar na rádio Z Rock do Texas e entrou na programação normal conquistando o titulo de Heavy Rotation na época.




Rúcula

A Banda Rúcula era formada por: Murilo Lima – Vocais / Floriano Jr. – Bateria / Jean – Baixo e Paulo C. – Guitarra. Lançaram um único álbum homônimo em 1991 pela RGE com produção de Bozzo Barretti, então no Capital Inicial. O vocalista Murilo Lima ingressou em 1993 na banda Capital Inicial substituindo Dinho Ouro Preto que saía para tentar carreira solo, permanecendo cinco anos e gravando dois álbuns. O som do Rúcula se assemelha ao feito por bandas como Herva Doce e Yahoo, com um pouco mais de peso. Destaque para a cover de Tercer Mundo do Secos & Molhados.

Murilo Lima

Murilo Lima é cantor e compositor santista. UM PRO OUTRO é o titulo do álbum de sua estréia em carreira solo. Embora com longa ficha de serviços prestados ao Pop Rock brasileiro, o músico abre um novo leque de possibilidades com esse álbum. Murilo Lima iniciou sua carreira profissional em 1990 com a banda Rúcula, onde gravou um disco homônimo em 1991, lançado pela RGE. Em 1993 ingressou na banda Capital Inicial substituindo Dinho que saía para tentar carreira solo. Durante cinco anos, Murilo foi o vocalista do Capital Inicial, realizando centenas de shows pelo Brasil afora. Lançou com o grupo dois álbuns, “Rua 47” e “Ao Vivo”, e em 1998 deixou a banda, juntando-se ao baixista Serginho Carvalho, para dedicar-se a seus projetos pessoais. Sem tanta ênfase no rock, Murilo volta-se para a música brasileira moderna e amplia a perspectiva de sua ação. Com os amigos de longa data, André Caccia Bava e Márcio Guimarães, produtores e arranjadores do disco, selecionou um repertório de canções e se trancou no estúdio Grooveria Eletroacústica, em São Paulo, no final de 2001.



Expresso (Expresso Rural)

Um dos ícones da música de Santa Catarina dos anos 80, o Grupo Expresso surgiu em 1981 em Florianópolis durante o "Boom" dos festivais de músicas estudantis da época. Fortemente inspirados em grupos como 14 Bis e Boca Livre, com pitadas do Rock Rural de Sá e Guarabira com a música Country, o Expresso logo conquistou a cidade, e onde quer que se apresentassem eram sinônimo de casa cheia. Faziam parte da banda naquela época Daniel Lucena (voz), Vonei Varaschim (guitarra), Zeca Petry (violões), Paulo Back (baixo), Marcos Ghiorzi (bateria), contando com o apoio nos sopros de Tairone Mandeli e Sérgio Bassit. Naquela época o grupo se denominava EXPRESSO RURAL, ganhando logo o reconhecimento da mídia, principalmente pela levada melódica, pelos vocais harmoniosos e pelas canções de Daniel o que lhes valeu um especial de TV de uma hora, vinculado por todo o Estado. Em 1983, depois de ter tocado praticamente em todo o Estado e também em São Paulo, o Expresso grava seu 1º disco, “Nas Manhãs do Sul do Mundo”, e sofre mudanças na sua formação. Zeca Petry sai, e Marcio Correia entra nos teclados. Em 1984, gravam seu 2º LP, “Certos Amigos”, excursionam pelo Estado e fazem uma breve experiência na Espanha, no ano seguinte. Logo após, em 86, Daniel dá um tempo na banda, e em seu lugar assume os vocais Norton Makowiek, quando partem para a Inglaterra para gravar o que seria o seu 3º disco. Mas problemas no país adiaram o lançamento para mais de um ano depois, onde as músicas foram lançadas em um projeto conjunto com outro grupo da cidade “Tubarão”, com Maurício Cavalheiro nos vocais. Depois de um tempo parada, a Banda acabou se reencontrando em 1991 para um único show de comemoração dos 10 anos em Floripa, juntando todos os componentes originais. A receptividade foi tão grande que a banda decidiu continuar daí. Paulo Back que já estava envolvido com o Get Back, viajou para a Inglaterra, sendo substituido temporariamente. Um disco ao vivo foi gravado, e em 1993 foi lançado o derradeiro disco de estúdio e a banda terminou oficialmente em 1995. Depois disso Daniel Lucena e Volnei Varaschim continuaram tocando juntos, sendo que Daniel gravou um disco solo, Marcio Correa montou a banda 'Eletric Circus', especializada em covers de Hits dos anos 70., Paulo Back fundou o Get Back onde Marcos Ghiorzi foi o baterista até 1999 e Zeca Petry tornou-se guitarrista da dupla Kleiton e Kledir, com quem faz shows esporadicamente.



Little Quail And The Mad Birds

A banda brasiliense “Little quail & the Mad Birds” não se enquadra especificamente no perfil da coluna, mas eles foram uma das bandas mais injustiçadas no underground brasileiro, fundada em 1988 passou 9 anos de estrada com a mesma formação: Gabriel Thomaz (guitar/voz), Zé Ovo (baixo/voz), e Bacalhau (bateria), o “Little Quail” conseguiu bons feitos durante a sua carreira. A partir de 91, já levavam mais de 1000 pessoas aos seus shows na capital (isso sem qualquer gravação), em 92 gravaram a única demo oficial da banda chegou a vender mais de 1500 cópias. De toda a nova geração dos anos 90 eles foram a primeira banda a entrar na programação diária em rádios de São Paulo e Brasília, com a musica “1, 2, 3, 4” e com o lançamento do 1º CD, em 94 pela finada “Banguela Records”, eles chegaram a primeiro lugar na MTV com a musica “Essa menina”. Em 94 pegaram a Parati do Zé Ovo e caíram na estrada por 3 meses dormindo onde desse e tocando onde fosse possível! E alguns anos mais tarde com o estouro dos amigos do “Raimundos” fizeram vários shows de abertura para eles em casas como o Metropolitan e o Palace. E por méritos próprios, abriram vários shows de bandas renomadas como os Titãs, Ramones, Toy Dolls e participaram do Close Up do Rio. Um dos maiores sucessos dos “Raimundos”, “I saw you saying that you say that you saw!”, nasceu de uma parceria de Rodolfo com Gabriel. Em 96 lançaram o 2º CD, desta vez pela “Virgin-Brasil” - uma divisão da “EMI”, e o que parecia ser um passo para o reconhecimento nacional, acabou por ser um CD mal distribuído e conseqüentemente mal vendido, desgostosos com o resultado a galera resolveu se separar em 97. Para comemorar os 10 anos de banda; no fim de 98 a “Tamborete Entertainment” lançou o terceiro CD da banda “EP” que na verdade é um extended play com 8 faixas, sendo 6 inéditas, “Berma is a monster”, em uma gravação diferente do 1º CD e “Composição de sucesso” (que faz parte do segundo CD) numa versão ao vivo. “EP” fecha o ciclo de 10 anos de uma banda que rodou por ai em 186 shows se divertindo e sobretudo fazendo seus amigos/fãs se divertirem. Zé Ovo, virou roadie dos amigos de Brasília do “Maskavo Roots”; Bacalhau voltou para Brasília onde fundou o “Rumbora”, que lançou seu primeiro CD o ano passado; e o Gabriel foi morar no Rio e montou novamente um “power trio”, junto com Simone (ex-baixista do Dash) e Bacalhau (ex-baterista do Planet Hemp).



Cowboys Espirituais

Formada em 1997 pelo cantor e compositor Julio Reny e o guitarrista Marcio Petracco, Os Cowboys Espirituais surgiram do gosto em comum destes ex-integrantes do Expresso Oriente e TNT. No ano seguinte foram contratados pela gravadora Trama e lançaram o primeiro disco, contando com Frank Jorge na formação e estourando nacionalmente o hit "Jovem Cowboy", o que rendeu inúmeras apresentações no Rio Grande do Sul e interior de São Paulo, conquistando com seu video-clipe o prêmio "Revelação da América Latina" do canal de TV country CMT. Depois disso Marcio e Julio passaram 2 anos experimentando sonoridades, encorporando à banda o baterista Paulo Arcari (ex-TNT). Em 2000 gravaram o CD Deluxe pela gravadora Stop Records. O novo CD, produzido por Egisto Dal Santo, conta com 13 faixas, sendo 9 composições próprias (Jesse James: uma viagem ao Velho Oeste; uma definitiva gravação do sucesso da Expresso Oriente Amor e Morte; Seguindo Com O Vento e Você Não Pode Parar: já bem executadas nas rádios, entre outras) e 4 regravações de outros autores (Uma "festiva" homenagem ao mestre Raul Seixas com Cowboy Fora da Lei; Uma versão "cowboys" para Paisagem Campestre de Nei Lisboa; Uma releitura para Vá Embora Tristeza do gaucho José Mendes; E uma surpreendente versão de Loira, Loirinha dos sertanejos Tonico e Tinoco). O disco foi gravado no estúdio B da ACIT, em Porto Alegre. Conta com participações mais que especiais de Hique Gomes, Mitch Marini, Jorginho do Trumpete, Paulo Lata Velha, Frank Jorge, Edson Campagña, Luciano Leães.



Virgulóides

Bem-humorada banda de rock-samba formada na segunda metade dos anos 90, em Cidade Dutra (Zona Sul de São Paulo, por Henrique Rato (vocal, violão e guitarra), Beto DeMoreaux (baixo e vocais) e Paulinho Jiraya (bateria, vocais, cavaquinho, surdo e pandeiro). Impressionado com o que ouviu numa fita demo, o produtor Carlos Eduardo Miranda (que revelou os Raimundos) levou o trio para o seu selo, Excelente Discos, onde ele lançou em 1997 o seu disco de estréia, “Virgulóides?”, que vendeu mais de 200 mil cópias graças ao sucesso “Bagulho no Bumba”. Com o auxílio dos ritmistas Marcelo Fumaça, Negrelli e Biroska, os Virgulóides seguiram fazendo shows e foram cooptados para o elenco PolyGram (que distribuía os discos da Excelente). A gravadora lançou em 98 seu segundo álbum da banda, o político “Só Pra Quem Tem Dinheiro?”, que contou com a participação de Bezerra da Silva na faixa “Alcoólatra da Fumaça” e dos Raimundos na regravação de “Eu Sou Rebelde”, sucesso pós-jovem guarda da cantora Lílian. Depois de um tempo sem gravadora, os Virgulóides voltaram em 2000, pela BMG com “As Aventuras dos Virgulóides”.



Mulheres Q Dizem Sim

Um dos grupos mais criativos surgidos no Rio nos anos 90, o Mulheres Q Dizem Sim reunia gente talentosa demais, como Domenico Lancelotti, Pedro Sá, Palito e Maurício Pacheco. Gravaram um único álbum em 1994. Domenico hoje produz Los Hermanos e toca no +2 com Moreno e Kassin, Pedro Sá toca com Caetano Veloso, Palito é diretor do programa do Luciano Huck e Maurício Pacheco está no F.UR.T.O.



Os Ostras

Incentivados pela surf music instrumental de The Ventures e Cia, Márcio, Clayton e Valtinho decidiram formar o grupo em 1994. Depois de algum tempo tocando covers em casas noturnas da cidade de São Paulo e do litoral sul do estado, passaram a incluir algumas músicas próprias no repertório dos shows, e no início de 1996 gravaram o primeiro CD. O álbum teve boa repercussão e rendeu ao grupo alguns prêmios como banda revelação do ano. Depois de algumas mudanças na sua formação, lançaram seu segundo e último álbum “Operação Submarina”.
As duas formações dos Ostras:
1 - Formação original (1994 a 1998): Jabá (guitarra & vocal), Marcio (baixo & vocal) e Clayton (batera)
2 - Formação 2º CD (1998 a 1999): Jabá (guitarra & vocal), Marcio (baixo & vocal), Neto (batera), Reizinho (guitarra), Manito & os Markinhos (metais - sopro)




Mamonas Assassinas

Grupo de música pop formado em 1989 em Guarulhos SP, por Sérgio Reoli (São Paulo SP 1969 - id. 1996), baterista; seu irmão, Samuel Reoli (São Paulo 1974—id 1996), contrabaixista; e um amigo, Alberto, guitarrista. Em 1990, durante um show, Dinho (Alecsander Alves, Irecê BA 1971- São Paulo 1996) pediu para “dar uma canja” e tornou-se o vocalista do grupo. Com a saída de Alberto, entraram o tecladista Júlio Rasec (Guarulhos 1968—São Paulo 1996) e o guitarrista Bento Hinoto (São Paulo 1970—id. 1996). Em 1991, com o nome Utopia, o grupo gravou um LP independente na linha pop-rock. Em 1994, incluindo canções satíricas em seu repertório e com o novo nome de Mamonas Assassinas, produziram uma fita-demo que circulou por várias gravadoras. Convencido por seu filho, o diretor artístico da EMI decidiu contratar o grupo. O LP/CD Mamonas Assassinas, lançado em meados de 1995, tornou-se um dos mais vendidos de todo o pop brasileiro, com sucessos como Vira vira e Robocop Gay (ambas de Dinho e Julio Rasec), Pelados em Santos (Dinho) e Sábado de sol (do grupo Baba Cósmica), que parodiavam os diferentes estilos da música popular da época; sertanejo romântico, heavy metal, pop-rock, pagode, brega. Na madrugada de 2 de março de 1996, todos os integrantes do grupo morreram quando o avião que os trazia de um show colidiu com uma montanha na região paulistana da Serra da Cantareira. Em 1997, a produtora e cantora Mireila Zaccanini, ex-namorada de Dinho, produziu e relançou o CD independente “Utopia - A fórmula do fenômeno”, reunindo ensaios e demonstrações do grupo.



Blindagem

Corria o ano de 1977. A banda, formada originalmente por Paulo Juk (baixo), Amauri Stochero (guitarra e vocal), Alberto Rodriguez (guitarra) e Mário Júnior (bateria), fazia um rock agressivo e performático. A banda namorava o Ivo, o Ivo Rodrigues. Além de excelente vocalista, sua parceria com o poeta Paulo Leminski era uma verdadeira fonte musical. Como Ivo Rodrigues ainda fazia parte da A Chave, “Ivo e Blindagem” foi a solução. A Gravadora Continental se interessa e a gravação do vinil “Blindagem” em 1981, consegue destaque nacional. Marinheiro, de Ivo Rodrigues e Paulo Leminski, entra na programação das rádios de São Paulo e a banda se apresenta nos principais programas nacionais de televisão. Por outro lado, as rádios do interior se renderam à beleza do arranjo blues de Berço de Deus, de Milionário e José Rico, que a banda incluiu no LP. A década de 80 prometia e a banda não deixou por menos. Atacou São Paulo e Rio de Janeiro. Apostou tudo em busca de novos palcos e novas oportunidades. Emprego fixo, estudos, família, tudo estava em segundo plano. O sonho era para ser sonhado. Era preciso trilhar o caminho, buscar o reconhecimento. O sucesso. Em 1983, a banda é convidada para integrar o cast da gravadora Pointer. O lançamento de um novo compacto, agora com possível repercussão nacional, leva a banda a apresentações em São Paulo. As músicas escolhidas são Me Provoque Pra Ver e Malandrinha. A frustração pela não continuidade do projeto, leva a banda a momentos difíceis. Mas todos sabiam das pedras na estrada e tinham muita vontade de manter a banda unida. Em 1984, no Rio de Janeiro, reencontra o amigo Piska, guitarrista da Casa das Máquinas que se oferece para produzir um compacto com Operário Padrão, de sua autoria, e Blindagem de autoria da banda. Operário Padrão toca nas rádios e dá novo impulso à banda. Porém, Marinho, o baterista, que já vinha se desinteressando, resolve sair para montar a banda “Instinto Cigano”. A banda perde o contato com Marinho, que foi morar no Rio de Janeiro. Ruben Pato Romero, baterista argentino, que já havia tocado com o Alberto, no Paraguai, é convidado para entrar. Pronto. A formação se mantém até hoje: Alberto Rodriguez (guitarra), Ivo Rodrigues (vocal), Paulo Juk (baixo), Paulo Teixeira (guitarra) e Pato Romero (bateria). Em 1987, lançam no Rio de janeiro o álbum Cara & Coroa, com produção própria. Shows e compromissos familiares forçam o retorno a Curitiba. Nos shows, a banda apresenta novas músicas. Em 1997, com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, a banda grava o CD “Dias Incertos”. Algumas músicas gravadas na Itália são regravadas, Miragem e Volto na Primavera. Novas músicas são gravadas: Coração de Bicho, Loba da Estepe, Rapidamente, Amo Você, Onde Está Você e Dias Incertos. Em 1998, a banda completa 20 anos. Uma grande comemoração seria necessária e nada mais apropriado que o Grande Auditório do Teatro Guaíra. E a noite do dia 03 de junho foi muito especial. A grande tribo Blindagem, agora composta de pais e filhos lado a lado nas poltronas, cantou junto os sucessos da banda. Mais um show no Guairão, em 1999. Agora comemorando 21 anos. O lançamento em CD do primeiro vinil da banda também foi comemorado com alegria. Afinal o LP lançado em 1981, continua sendo o mais importante da história da banda. Cheiro do Mato, Oração de um Suicida, Gaivota, Não posso ver, Marinheiro são músicas obrigatórias nos show da banda. Em 2001, a banda comemora 20 anos do lançamento do primeiro disco. Cheiro do Mato, Sou Legal, Oração de Um Suicida, Gaivota, Não Posso Ver, Marinheiro ... As músicas do disco até hoje fazem parte do repertório e são exigidas pela galera nos shows da banda.

João Lopes

Nascido na cidade de Califórnia – Paraná, sua música se caracteriza pela sonoridade interiorana, caipira, e ao mesmo tempo Rock´n Roll, “blueseira” e brasileira. Aquela sonoridade que nos anos 70 foi batizada de Rock Rural e que trouxe à tona gente como Sá, Rodrix e Guarabira, Flávio Venturini, Blindagem e outros. João Lopes pisou pela primeira vez num palco a convite de Ivo Rodrigues, vocalista do Blindagem: “isso foi em 1978 ou 79... A Chave (Antiga banda curitibana) tinha recém acabado e o Ivo, então vocalista da banda, resolveu fazer um trabalho solo. Ele montou um show no TUC e me convidou. Cantei umas duas músicas e alguns dias depois estava tocando no Teatro Paiol. Depois, nunca mais parei” (conta João Lopes).Em 1981, a convite da gravadora Continental, João Lopes lança seu primeiro disco, intitulado “João Lopes”, com direção artística de Pena Schimidt. Entre outras músicas ali estava “Bicho do Paraná”, que acabou virando, na boca do povo, o hino extra-oficial do estado. O disco seguinte, “Pé Vermelho”, só aconteceu em 1988 e foi publicado pela gravadora Álamo Sul. Em 1990 veio o disco “O Homem e a Natureza”, lançado pela conceituada Som da Gente. Em 1996, de forma independente, João Lopes lança o ótimo álbum “Interiores”, encerrando sua fase em vinil. Em 2005, o “Bicho do Paraná” inicia uma nova fase em sua carreira com o lançamento de “João Lopes, Bicho do Paraná Acústico”.



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Tavito

Integrou nos anos 70 a banda Som Imaginário, que fundia rock progressivo e música mineira, ao lado de Wagner Tiso, Zé Rodrix, Fredera, Luiz Alves e Robertinho Silva. Acompanhou Milton Nascimento durante algum tempo e lançou três discos solo, atuando desde 1973 com produção de discos e composição de jingles, atividade que só interrompeu em 1979, quando lançou seu primeiro disco, e que retomou mais tarde. Atuou também com o conjunto Terra Molhada. Seus maiores sucessos foram "Rua Ramalhete" (com Ney Azambuja) e "Casa de Campo" (com Zé Rodrix), consagrada na interpretação de Elis Regina. O primeiro disco, "Tavito", de 1979, foi relançado em CD em 1997.



Céu da Boca

Os integrantes cantavam juntos no coral da Pró Arte, vencedor do festival promovido pelo Jornal do Brasil, em 1976. Dois anos depois, uma ala decidiu deixar o grupo quando o professor que os ensaiava, Jaques Morelenbaum, foi demitido. As sopranos Verônica Sabino, Rosa Lobo e Lidia Sacharny, as contraltos Maúcha Adnet, Paula Martins e Marcia Ruiz, os tenores Dalmo Medeiros, Chico Adnet e Ronald Valle e os baixos Paulinho Malaguti e Paulo Roberto formaram o Desbundetto. O nome criou polêmica, não agradou e o grupo foi rebatizado de Céu da Boca. Começaram com músicas de coral. A dificuldade em conseguir arranjos mais populares para aquele tipo de formação fez com que eles assumissem a tarefa de criá-los. Aos poucos, deixaram de lado o repertório erudito, mas continuaram com a estrutura de um coro. O primeiro trabalho foi a gravação de um jingle em 1979. Depois, gravaram com Wagner Tiso, Joyce, Cesar Camargo Mariano, Chico Buarque e Edu Lobo, entre outros. Em 1983, foram eleitos Melhor Conjunto Vocal do ano pela Associação dos Críticos de Arte de São Paulo. O ponto alto do Céu da Boca eram suas apresentações. Os tradicionais uniformes de coral eram substituídos por roupas coloridas e descontraídas.O desempenho, meio teatral, atraía um público jovem como eles. Os primeiros trabalhos eram apresentados a capella, aos poucos foram acrescentando instrumentos. O primeiro LP, o independente "Céu da Boca", de 1981, foi relançado pela Polygram quando a gravadora os contratou para o segundo disco, "Baratotal". Em 1984, com alguns de seus integrantes decididos a seguir carreira solo, como Verônica Sabino e Chico Adnet, o grupo foi se dissolvendo aos poucos, até que Paulo Malaguti colocou o ponto final. Há projetos de relançamento em CD dos dois discos do grupo.



Marcelo

O cantor, compositor e violonista Marcelo (Marcelo Costa Santos) Iniciou a carreira artística na década de 1970. Integrou o elenco do filme "Minha namorada", de Zelito Viana e Armando Costa. Também como ator, participou dos filmes “Viúva virgem”, de Pedro Rovai, e “Sítio do pica-pau amarelo”, de Geraldo Sarno. Estreou em disco com o single "Morena e Lua Nova" até hoje com boa execução. No ano seguinte gravou o seu primeiro LP, com destaques para as inéditas "Tempo de Estio (Caetano Veloso)", Um Sonho "(Gilberto Gil) e" De fogo, Luz e Paixão(Marcelo / Ney Costa) " com a participação de Gal Costa. Ronaldo Bastos saudou o LP dizendo que era um trabalho feito "a imagem e semelhança" de Marcelo "Bom bonito e gostoso". Seus álbuns seguintes foram :Alimento e Paixão, Jogo De Espelhos onde criou os hits "Abre Coração" e Com Você Eu Vou " em parceria com o compositor inglês Jim Capaldi, da lendária banda Traffic, (junto com o tecladista Steve Winwood). Logo após lançou Encanto com destaques para as músicas "Nos Dois" e "Salto no Escuro", com participação de Marina Lima; "Estrela do meu Clip" trilha sonora do filme Rockmania, com a participação de Cazuza na faixa "Gatinha de Rua" e destaque para "Amor de Ponte Aérea".Seus mais recentes Cds foram Olhos Diamantes e Nítido.


Vange Leonel

Lançou seu primeiro disco - Nau - pela CBS em 1987, quando cantava na banda de rock pesado Nau. Participou com o Nau da coletânea independente Não São Paulo II, pelo selo Baratos Afins. Em 1991 lançou seu primeiro CD solo - Vange - pela Sony. Foi com este CD que alcançou os primeiros lugares das paradas de sucesso de todo o país com a música Noite Preta, tema de abertura da novela da Rede Globo, Vamp. Participou da coletânea O Início, o Fim e o Meio, em homenagem a Raul Seixas, também pela Sony. Em 1992 recebeu o prêmio Sharp de música como revelação de Pop/Rock. Em 1996 lançou o CD Vermelho, pela gravadora independente Medusa Records.



Lulu Santos

Roqueiro precoce, aos 12 anos tocava com os Cave Man, banda de cover dos Beatles. Ao longo dos anos de 1970, emprestaria sua guitarra ao Albatroz, Veludo Elétrico, Veludo e Vímana, no qual tocou com o então flautista Ritchie e o baterista Lobão. Depois de um tempo como músico free-lancer, estreou carreira solo, com o nome de Luís Maurício, lançando um compacto. Em 1981, já como Lulu Santos, lançou o compacto com “Tesouros da Juventude”, parceria com o jornalista e produtor Nelson Motta. Em 1982, lançou seu LP de estréia, “Tempos Modernos”, cuja faixa-título se tornaria seu primeiro grande sucesso. Seguiriam-se os LPs “O Ritmo do Momento” (1983), “Tudo Azul” (1984), “Normal” (1985), “Lulu” (1986) e “Toda Forma de Amor” (1988), que lhe garantiram uma invejável quantidade de sucessos: “Um Certo Alguém”, “Como Uma Onda”, “Tão Bem”, “O Último Romântico”, “Casa” e “A Cura”.
Depois de três LPs sem a mesma repercussão de antes – “Popsambalanço e Outras Levadas” (1989), “Honolulu” (1990) e “Mondo Cane” (1992) –, Lulu Santos fez as pazes com o sucesso ao enveredar pela disco-dance nos LPs “Assim Caminha a Humanidade”, “Eu e Memê, Memê e Eu” (1995, com o produtor Marcelo “Memê” Mansur) e “Anticiclone Tropical” (1996). Uma parada para a experimentação eletrônica – o disco “Liga Lá”, de 1997 – e o músico voltou ao formato radiofônico com “Calendário” (1999), puxado pela música “Fogo de Palha”. Depois de “Lulu Acústico” (2000 – BMG), álbum que vendeu 700 mil cópias, cansado do violão, Lulu retorna à guitarra e lança seu 17º disco, “Programa”, em 2002. O disco marca a reestréia da banda Paralamas do Sucesso após o acidente com Herbert Vianna (de ultraleve, em fevereiro de 2001), que tocou guitarra na faixa 4 do 5, referência à data de aniversário de Herbert e do solista, ambos de 4 de maio. Em 2003, Lulu traz o álbum “Bugalu” (Sony BMG). Dentre as várias canções deste CD está “Já é!”, que faz parte da trilha sonora da novela global “Agora é Que São Elas”. O DVD de Lulu vem em 2004, juntamente com o CD homônimo: “MTV Ao Vivo”. Neste trabalho, que lhe rendeu 800 mil cópias vendidas, encontram-se os maiores sucessos da carreira do cantor e compositor, em versões acústicas de seus maiores sucessos gravadas para o programa de televisão MTV Ao Vivo.Um dos mais populares artistas brasileiros, Lulu, em seu mais recente trabalho, o CD "Letra e Música" (Sony BMG), lançado em 2005, produziu e arranjou 11 das 13 faixas presentes no álbum. O disco traz diversas canções inéditas, como “Vale de Lágrimas”, “De Cor”, “Din-Don” e “Circular”.